Em 1974, dirigindo seus trabalhadores pioneiros, Ariosto sai da Cuiabá-Santarém, abrindo estrada e chega até o rio Teles Pires. Outra pista foi aberta, outro canteiro de pesquisa começou a funcionar. Nessa altura professores universitários percorreram a região, a pedido do colonizador e confirmaram o que pensaram: a terra era realmente fértil, apropriada portanto a uma colonização dirigida aos pequenos e médios agricultores.
Em 1975, continuando a estrada, após o rio Teles Pires, Ariosto chega até a área onde hoje está a cidade, na altura do quartel do batalhão do PM em Alta Floresta/MT.
No dia 19 de maio de 1976, Ariosto Da Riva e a INDECO, decidiram-se pelo local definitivo para a instalação da cidade. Este dia ficou registrado como sendo a data de fundação de Alta Floresta.
A cidade começava a ser construída: o hospital, a escola, o hotel foram levantados. A selva começava a ser habitada, e um ano depois, os colonos chegaram. Centenas de famílias sulistas aceitavam o desafio e resolveram aderir ao projeto da Colonizadora INDECO.
Mas nada do que foi narrado aconteceu por acaso. A criação de Alta Floresta se dá em cima de uma filosofia de trabalho muito sólida. Ariosto afirmava que “O ponto básico é terra boa. Com terra boa, não há distâncias. E em Alta Floresta, graças a Deus a terra é boa, não é manchada, é uniforme”.
A cada oito quilômetros, uma escola. O projeto começava a ser implantado. O colono chegava e recebia o lote comprado, com a infra-estrutura necessária para começar uma nova vida. A maioria dos colonos que construíram Alta Floresta vieram do Paraná, gente que aprendeu “na maior escola agrícola do país”.
O começo, como não podia deixar de ser, apresentou suas dificuldades, assim como seus lances folclóricos. Por exemplo, como não havia sede do Banco do Brasil em Alta Floresta em 1977, a solução era levar de Cuiabá uma equipe do Banco, que chegava de avião e passava um final de semana pegando propostas de financiamento e levavam na segunda de madrugada. Tudo por conta da INDECO. Avião, hospedagem, etc.
Com os alicerces firmes, o resto da construção foi crescendo naturalmente. Logo, segundo Ariosto Da Riva o maior volume de investimentos não pertence mais à colonizadora, e sim aos empresários que adotaram Alta Floresta. Em dez anos de vida, Alta Floresta possuía 100.000 (cem mil) habitantes, 30% no centro urbano. O crescimento foi fantástico e é bem possível até que Ariosto não esperasse tanto progresso assim. O volume da corrente migratória, principalmente de agricultores, chegava a assustar. “A turma que faz estradas não está vencendo”, conta Ariosto.
A cidade e o município cresciam. Nada parecia ameaçar o projeto de Ariosto. Mas o ano de 1980 trazia consigo surpresas desagradáveis. A descoberta do ouro colocava Alta Floresta em risco. Ariosto sempre lembrou com amargura daquela fase. Fase, diga-se de passagem, já totalmente superada. Ele falou: “Surgiu na região o garimpo de ouro, e o garimpeiro tem uma vida muito diferente. Eu nunca acreditei em ouro. Se você ver a história do mundo, desde os tempos do Rei Salomão, o ouro trouxe muita tragédia, inveja e morte. E nós tivemos uma invasão violenta, aqui. Inclusive corremos muitos riscos, sofremos ameaças”.
A situação não foi brincadeira não. De oito a dez mil garimpeiros praticamente invadiram a cidade em 1980. Atrás deles, as prostitutas e o jogo. O projeto estava ameaçado. Alguma coisa precisava ser feita. Os agricultores queriam voltar. Foi preciso ter pulso forte para conseguir dominar a situação. Ariosto teve uma ajuda muito importante da Igreja e dos pastores protestantes. Pediu a esses religiosos que conscientizassem os garimpeiros, para que eles se moldassem pelo menos um pouco ao estilo de vida, o estilo do agricultor, e não vice-versa.
A conscientização foi a principal arma. Aos poucos as coisas foram, então, voltando ao normal. E nem as ameaças de morte sofridas por Ariosto e família, o impediram levam mais adiante uma campanha de conscientização que foi eficiente. Seja como for, Alta Floresta, independente da vontade do seu criador, se transformou em um dos principais pólos de abastecimento de garimpos de Mato Grosso e do Pará, estado vizinho. O próprio Ariosto constatou que até o pessoal dos garimpos do Pará, num raio de trezentos quilômetros, se abastecia em Alta Floresta. Porque ali existia o arroz, o feijão, o comércio, tinha a carne, a fruta, a verdura.
O mais importante, no entanto, é que o sistema produtivo do campo altaflorestense foi preservado. Nos primeiros tempos, quando o ouro foi descoberto, muitos sitiantes se deixaram seduzir pela idéia da riqueza fácil, abandonaram suas terras e se perderam na floresta. Perderam-se, literalmente. E nenhum enriqueceu. Aos poucos as pessoas foram se desestimulando com o ouro e a promessa de vida fácil.
Mas Ariosto Da Riva ainda tinha outros argumentos para provar, na sua opinião, a superioridade da agricultura sobre a atividade garimpeira. Não só a febre do ouro teve que ser combatida. A especulação da terra também. Afinal, para a INDECO terra é para produzir, não para especular. Por esse motivo a INDECO vendia a terra com exigência da abertura.
A conseqüência desta política de plena ocupação da terra ajuda ainda mais o progresso e evita grande parte dos problemas sociais que atingem a maioria das cidades brasileiras. Ariosto costumava dizer, por exemplo, que “Esta é a cidade do precisa-se. Você escuta as emissoras aí, e é o dia inteiro: precisa-se de balconista, precisa-se de comprador, precisa-se de pedreiro, carpinteiro, engenheiro. Todo mundo que vem para cá se acomoda. Você não vê na nossa periferia bóia-fria. Não existe isso, aqui. Nós conseguimos, através da estrada, da escola rural, da assistência e, o mais importante, da agricultura perene, que fixa o homem, nós conseguimos manter o pessoal na zona rural. Quer dizer, em Alta Floresta foi eliminada a cena triste de favelas, dos casebres que se amontoam”.
Tudo isso sem o apoio do governo federal, sem sua burocracia e deficiências. A INDECO era responsável por toda a assistência aos colonos, e a fazia com muita competência e seriedade. O projeto original da INDECO realmente pode ser tomado com modelo de colonização.
Após esse período turbulento, Alta Floresta recuperou-se e voltou a crescer, apostando mais uma vez na força do campo, na agropecuária e com a implantação de várias empresas entre elas as do setor madeireiro. Hoje a cidade aposta forte também no turismo, ligando-se via aérea com as principais cidades do país, com um aeroporto muito bem estruturado com capacidade de pouso para aeronaves de grande porte, contando com linhas permanentes das empresas Ocean Air e Trip com vôos diários, a cidade modelo do norte mato-grossense retomou um crescimento invejável, apostando no Eco Turismo, oferecendo uma estrutura econômica totalmente estável, juridicamente correta no que diz respeito aos títulos de propriedades, os investimentos na pecuária, beneficiamento de madeira, um comércio forte atendendo a todas as necessidades da região, excelentes clínicas médicas e hospitais que servem como referência em Mato Grosso, escolas públicas e privadas dotadas de excelentes professores e com os melhores métodos de ensino, que preparam a nova geração, serviços públicos eficientes, tudo isso respaldado pelos seus moradores e investidores que acreditaram nessa terra e venceram, vários são os empresários que hoje estão investindo na cidade, vindo de várias regiões do País. A cidade reencontrou seus caminhos e recebem muitos investimentos, trazendo os ares do progresso de volta ao seu céu.
Hoje a INDECO – Integração, Desenvolvimento e Colonização Ltda, atua na parte imobiliária com a comercialização de lotes urbanos nos municípios de Alta Floresta, Paranaíta e Apiacás. A empresa que foi a colonizadora destes municípios estando no mercado há mais de 30 anos é administrada por um conselho administrativo formado por 4 grupos familiares sendo que cada um destes grupos possui um representante sendo eles todos da Família Da Riva, filhos do colonizador Ariosto Da Riva. São eles Marília Da Riva Souza Pinto, filha, Vitória Da Riva Carvalho, filha, Renate Anna Wellmann Da Riva, nora (viúva de Ludovico Da Riva Neto), Luísa Mancini Da Riva (esposa do Sr. Vicente Da Riva), filho.
A INDECO mantém o seu comprometimento com todos os seus clientes e parceiros desde a fundação destes municípios, mantendo em plena atividade seus escritórios em cada localidade, tendo como gerente administrativo o Sr. Valter Oliveira Guedes. Conforme Guedes, a INDECO atua na área de regularização dos imóveis comercializados, fornecendo as suas respectivas autorizações para escrituração, tendo seus imóveis devidamente matriculados no cartório de registro de imóveis de Alta Floresta e Apiacás, o que oferece segurança e garantia à todos aqueles que possuem seus imóveis ou venham a adquirir qualquer imóvel nestes municípios.